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Mês da Visibilidade Trans: DJ Lorenzo fala de sua militância no mundo da música eletrônica, da exclusão familiar após assumir sua transição

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Karina Espínola
Karina Espínola Guedes é jornalista e produtora cultural. “Na coluna diversidade, quem ler poderá observar um olhar humanizado acerca de questões muitas vezes invisibilizadas socialmente.” Aos domingos a coluna Diversidade abordará temas marcantes no tocante ao preconceito e as dificuldades enfrentadas por determinados grupos sociais.



Mês da Visibilidade Trans: DJ Lorenzo fala de sua militância no mundo da música eletrônica, da exclusão familiar após assumir sua transição e revela: “Passei fome, dormir na praia e batalhei muito para chegar aonde estou”.

Foto Reprodução: instagram do DJ

Dj Lorenzo, ou Zimon, como é conhecido nas redes sociais, tem 24 anos de idade e é natural da cidade de João Pessoa, no interior da Paraíba. Ele revela que sua transição e carreira profissional não foram fáceis: “Passei fome, dormir na praia e batalhei muito pra chegar aonde estou”. No mês da visibilidade trans acompanhamos histórias de pessoas que comprovam os altos índices de rejeição que uma pessoa trans enfrenta para conseguir um emprego e ter aceitação dentro da família.

“A visibilidade que conseguimos, não apenas pela luta da causa trans, mas, pela luta da vida das pessoas que tem suas diferenças.” Somos humanos e precisamos ser respeitados. Eu não estou ligado à uma causa política, mas, sim, por uma causa social. Eu milito através do meu corpo, da minha forma ser e todos nós podemos fazer isso, seja em uma fala ou quando você percebe que há uma distorção para entender que é uma pessoa trans”, diz Lorenzo.

Foto Reprodução: instagram do DJ

Quando tocamos no assunto ativismo ou militância logo se vem em mente o trabalho de terminados grupos em alianças, mas, não podemos esquecer, de que quando uma pessoa trans rompe com o sistema e insere-se socialmente nele, é uma forma de militância. Para Lorenzo, “ser ativista da causa é a partir do momento que a gente transaciona. Ser uma pessoa trans, não é apenas militar diretamente. Você milita nos espaços que ocupa. Você milita na forma que você está presente na vida das pessoas”, conclui o DJ.

Foto Reprodução: instagram do DJ

Sobre sua inserção no mundo profissional ele revela, “carrego a representatividade de ser o primeiro DJ homem trans da cena eletrônica regional e brasileira dentro do Psy Trance, sou o único Dj trans. Entrei no segmento musical muito jovem e sempre soube que queria trabalhar com música. Desempenho um trabalho voluntariadono movimento contracultura na Paraíba, na música eletrônica,onde o foco do nosso movimento é trazer às diferenças e fazer delas parte do todo, independente que como às pessoas ajam ou do que façam, nós devemos aceitar e respeitar todos”.Atualmente, Lorenzo, se dedica ao segmento musical sendo DJ e produtor musical e fonográfico. Trabalhando, desde o ano de 2018, em uma agência de DJs em Recife (PE), onde desempenha as funções de DJ, produtor e diretor de marketing.

Foto Reprodução: instagram do DJ

Sobre seu relacionamento familiar após sua transição o DJ comenta, “um pouco antes de ficar maior de idade eu saí de casa, pois, meus pais, e família, não me aceitaram quando eu iniciei minha transição. Eu entendo que para o meus pais foi um baque muito grande, mesmo dando indícios desde muito novo de comportamentos e expressões masculinas. Eu e meus pais, a gente não mantem contato hoje em dia, o contato que há é bem restrito com minha tia. Mas, eu sei que é por causa que a sociedade impõe padrões e isso faz que seja ainda mais complicada nossa aproximação”.

Karina Espínola
Karina Espínola Guedes é jornalista e produtora cultural. “Na coluna diversidade, quem ler poderá observar um olhar humanizado acerca de questões muitas vezes invisibilizadas socialmente.” Aos domingos a coluna Diversidade abordará temas marcantes no tocante ao preconceito e as dificuldades enfrentadas por determinados grupos sociais.
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