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Homero Baco
É Jornalista. Mestre e doutorando em educação. Com passagens por tribuna independente (AL) TV correio (PB) Brasil de fato (PB) mídia caeté (AL) entre outros. Podcaster em flaucast. No N7 será colunista de opinião denominada "Meteu Essa", que estará no ar quizenalmente as sextas.



Foto: Reprodução

Você já ouviu falar em Casimiro Miguel?  Caso não o conheça e tiver curiosidade eu recomendo olhar seu canal de cortes. Lá você vai encontrar vídeos de um garoto de quase trinte anos reagindo a comida indiana, programas de tv, falando de futebol entre outras coisas de um jeito completamente descompromissado. Casimiro é um fenômeno da internet, desses que estouram a bolha (no caso a dele era de jovens e que gostam de futebol).

Ele passou a ser visto por famílias, em bares e lanchonetes.  Na semana passada quando descobriu que uma barraca de cachorro-quente transmitia suas lives ele entrou em contato com o dono do estabelecimento e transferiu R$5.000,00 para que sua audiência fosse lá comer de graça. Simplesmente uma fila se formou no quarteirão.

O sucesso dele não foi instantâneo. Ele começou em um canal pago de TV como estagiário no jornalismo esportivo. Depois criou com um amigo que trabalhava também na TV um quadro para o YouTube da mesma TV, o ‘de sola’ onde eles comentam até hoje situações inusitadas do futebol e antes também faziam esquetes zoando os times. O diferencial do que eles faziam em relação ao velho humor esportivo foi tirar a carga preconceituosa (normalmente machista, homofóbica e racista) e focar mais na resenha esportiva. Depois ele foi contratado para o SBT do Rio de Janeiro para participar do programa esportivo do canal.

Porém foi durante a pandemia que tudo mudou radicalmente.  O trabalho presencial tinha parado e ele sentiu a necessidade de continuar fazendo conteúdo. Em um horário completamente insano ele fez lives todos os dias no último ano que começavam ainda de noite e iam até mais de 5 da manhã. O público foi crescendo dia após dia ao ponto de suas últimas transmissões ao vivo terem mais de 140 mil pessoas acompanhando ao vivo.

Em uma dessas lives ele criticou os antivax. Em outro momento xingou um influenciador que perguntou na internet ‘se era crime fazer comentário racista’. Criticou o jogador de Vôlei Mauricio Sousa e sua posição homofóbica. Tudo isso entre um vídeo sobre futebol e outro de comida de rua e para um público majoritariamente masculino e adolescente.

Mas como se explica o fenômeno Casimiro? Bom, esse aqui não é um texto sociológico. Como estréia nesse espaço eu trouxe o Cazé, como ele é chamado nas redes (ou ‘casimito’) porque ele representa um momento de virada em certa cultura nerd. Ele segue ampliando seu público cativo porque está atento a comunidade que criou. Ele se apresenta como errático e com privilégios e não como um ser perfeito e filho da meritocracia.

E essas serão linhas gerais de como vamos proceder por aqui. A intenção é abrir um espaço de diálogo a partir do tema sugerido. Seja aqui nos comentários, nas redes sociais do N7 ou nas minhas.  Tentando ser leve quando possível, mas também criterioso, marcar posição sem ser autoritário.

Vamos conversar com especialistas também. A voz de autoridade é importante. Mas é a nossa troca que será o motor desse espaço. Em segundas alternadas vamos falar de coisa séria e de trivialidades. Fatos que marcaram o mundo, o Brasil ou a Paraíba. Sempre contando com a leveza e a seriedade tentando não parecer chacota nem professoral. Sabemos a linha é tênue. Por isso sua participação é tão importante. Esse espaço  só faz sentido se for de troca. Espero você.

Homero Baco
É Jornalista. Mestre e doutorando em educação. Com passagens por tribuna independente (AL) TV correio (PB) Brasil de fato (PB) mídia caeté (AL) entre outros. Podcaster em flaucast. No N7 será colunista de opinião denominada "Meteu Essa", que estará no ar quizenalmente as sextas.
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