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Homero Baco
É Jornalista. Mestre e doutorando em educação. Com passagens por tribuna independente (AL) TV correio (PB) Brasil de fato (PB) mídia caeté (AL) entre outros. Podcaster em flaucast. No N7 será colunista de opinião denominada "Meteu Essa", que estará no ar quizenalmente as sextas.



O twiter é minha rede social preferida. Um amigo um dia desses perguntou porque tem três meses   que não respondo ele no whatsapp se sempre estou postando no twitter. Existe um debate sobre essa rede ser tóxica ou simplória, tendo em vista que cada postagem pode ter apenas 280 caracteres (para os saudosistas era melhor quando eram apenas 140). Mas o ponto é que para o bem ou para o mal é lá que se inicia parte importante do debate público hoje em dia. Perfis de grupos jornalísticos e personalidades da política dão uma atenção especial a essa rede.

Eis que no início final do mês de abril essa comunidade foi tomada por uma novidade que dividiu opiniões: o bilionário (não sei se quando esse texto sair ele já não será trilhonário) ElonMusk anunciou que compraria a rede social e se tornaria sócio único da empresa. O valor, 40 bilhões de dólares, entrou em debate. Afinal, qual engenharia financeira seria necessária para repassar esse montante?  As agências financeiras aprovariam tal transação? Seria necessário algum aporte visto que o tal monte que a riqueza do sul africano não está em um banco esperando para ser sacado.

Também se falou sobre a rentabilidade de tal investimento. De onde sairia o retorno? Seria de mais publicidade? Aumentar o público no twitter, visto que ela hoje é muito menor que Instagram e TikTok, por exemplo? Seria o acesso a informações de usuário a ser repassadas a terceiros tal como fez o Facebook? Ou o bilionário iria usar de especulação na rede para rentabilizar outras empresas como fez quando postou sobre criptomoedas ou sua empresa de automóveis, a Tesla?

Mas não foi nenhum desses assuntos que tomou a rede do passarinho. O ponto central era: o que iria mudar na rede a partir de então? Musk já havia criticado o twitter pelo que ele chamou de ‘cerceamento a liberdade de expressão’. Isso significaria a volta De Donald Trump que teve sua conta deletada depois de incentivar o ataque a sede do governo dos Estados Unidos após perder as eleições presidenciais, por exemplo.

Musk prometeu uma rede de código aberto onde os usuários saberão como os tuites chegam até ela e porque os seus tem tal alcance. Vale lembrar que é nos algoritmos que está a caixa preta das grandes empresas de rede social.

Porém todas essas discussões nos faz desviar do tema mais urgente: a concentração de poder.  Leonardo Foletto, jornalista e doutor em Comunicação escreveu o seguinte para o site baixacultura: “ Os ‘problemas das redes sociais’, como a garantia da liberdade de expressão, a proteção da privacidade, a polarização do discurso público, a violência machista online, etc. Dificilmente se resolverá ‘com uma linha de código’, como se diz. Não há solucionismo tecnológico que dê conta de problemas complexos como estes”.

Para o jornalista diferente do que Musk advoga, esse é mais um movimento no sentido contrário ao da liberdade de expressão: “A concentração das plataformas digitais é o verdadeiro perigo a democracia e o debate público;O motor que move o mundo é o capital especulativo. E essa transação não está motivada pela defesa da liberdade de expressão, de direitos fundamentais, de debate público”.

Provavelmente o twitter nunca mais será o mesmo. Eu não sei se faço protesto excluindo minha conta ou desabafando mais lá. O certo é que nas mãos de quem quer que seja essas redes seguem nos viciando, deprimindo e manipulando.

Homero Baco
É Jornalista. Mestre e doutorando em educação. Com passagens por tribuna independente (AL) TV correio (PB) Brasil de fato (PB) mídia caeté (AL) entre outros. Podcaster em flaucast. No N7 será colunista de opinião denominada "Meteu Essa", que estará no ar quizenalmente as sextas.
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